Cultura e Arte

A história documenta que a educação idealizada por Dom Bosco inspirava-se no teatro, na brincadeira e na arte em suas várias manifestações. Pode-se afirmar, também, que, desde a sua fundação, em 1926, o Colégio Dom Bosco, como todos os educandários, promoveu a cultura. Nos últimos 30 anos, porém, o conceito de cultura é redimensionado, transformando as idéias, fazendo da produção artístico-cultural um dos motores mais vigorosos da educação proposta, constituindo uma área forte, com muitos professores e pessoas envolvidas. A orientação vigente na escola é contribuir, incondicionalmente, para que o aluno se auto-reconheça nos valores que sua cultura representa, realimentando-os, com o seu fazer criativo.

Procurando manter o debate sobre as questões culturais, são desenvolvidos diversos programas de estudos, palestras, debates, excursões, ligados às diversas áreas, principalmente às humanidades e às artes. Aliados a essas atividades, os cursos procuram, sempre, destacar a experiência sócio-cultural do aluno e a realidade regional. O aprimoramento intelectual do aluno é uma meta que vem revitalizando o projeto pedagógico da escola, que busca, no dia-a-dia, integrar os temas sociais e artísticos a um contexto que lhes resgate a historicidade. Da memória à identidade, o Colégio Dom Bosco mantém acesa a chama da dimensão cultural de todos os processos humanos.
Em seu projeto pedagógico, o educandário investe nas manifestações culturais, isto é, nas produções artístico-culturais dos alunos, incentivando-lhes o fazer criativo. A aprendizagem se dá por meio da liberdade de expressão, pela interação das pessoas na prática da participação, pela revelação do que está interiorizado, pela criação e recriação de produtos culturais. Crê-se que o potencial criador é inerente a todo ser humano e que a escola é o espaço apropriado para o exercício dessa criatividade. Na história do Colégio Dom Bosco, estão destacados, nesses últimos 30 anos, os projetos de apoio às iniciativas dos educandos e a qualidade da produção artístico-cultural que apresenta à comunidade. Anualmente, as atividades programadas pela própria escola, em seu calendário oficial, contemplam as exposições, os concursos, recitais, peças de teatro, shows, projeção de filmes, gincanas, festivais. O aluno é sempre um ser participativo, sujeito dessas experienciações.
Independentemente das promoções institucionais, os alunos do Colégio Dom Bosco fazem arte porque gostam disso. Diariamente, em seus pátios, ocorrem ensaios de peças, coreografias, reuniões, por livre iniciativa do alunado. Assim, a dança é cultivada, com a formação de diversos grupos, sempre orientados por alunos ou ex-alunos mais experientes; representa um núcleo muito próspero na escola, presente em todas as ocasiões; a literatura está diariamente nos murais, nos correios literários, integrando as pessoas. Desenhos, pinturas e colagens freqüentam as áreas livres.

Fazer arte, em suas diversas modalidades, é uma atividade do cotidiano da escola, em todas as séries, envolvendo todos os alunos. A presença da arte como atividade cotidiana pode ser dimensionada pela existência dos diversos grupos de teatro, dança e música, pelos projetos, pelos cursos extra-curriculares, pelas bandas de música, pelos eventos que se destacam e já se tornaram tradicionais, exatamente pela repercussão e envolvimento que adquiriram. Comemorar os 84 anos do Colégio Dom Bosco é também festejar o triunfo, ao longo desses anos, das práticas artístico-culturais na construção do conhecimento, na formação do indivíduo e da cidadania.

O Colégio Dom Bosco e a defesa contínua da preservação do meio ambiente e da qualidade de vida

Nestes 30 anos, o Colégio Dom Bosco tem dispensado um cuidado especial à educação ambiental, por meio da vivência de projetos destinados à defesa do Rio São Francisco, do meio ambiente como um todo.

Palestras com ambientalistas, panfletagens, exposições na escola e em espaços da comunidade, entrevistas a técnicos de órgãos regionais, peças teatrais de conscientização sobre questões ecológicas, excursões, filmes educativos, produção de documentários pelos alunos, análise da qualidade da água, passeatas, campanhas de arborização, de limpeza, de peixamento, concursos, apresentação de pesquisas e estudos realizados em aula sobre a realidade do rio à Câmara Municipal de Vereadores, tudo isso se constitui mobilização da escola integrada com a sociedade, objetivando a adoção de procedimentos adequados em relação ao meio ambiente e à vida.

O tempo da ciência e da tecnologia

Até o final da década de 70, o colégio dispunha de poucos recursos voltados para a prática científica, reduzidos às aulas convencionais e ao auxílio de um pequeno laboratório de acesso restrito. A formação humanística que o Colégio Dom Bosco desenvolve com maior intensidade nos últimos 30 anos, a preocupação com a educação integral imprimem uma marca diferenciada à sua proposta de educar/instruir, ao prever uma pedagogia de projetos a qual insere o aluno na prática cotidiana da pesquisa, da resolução de problemas e no universo das novas tecnologias voltadas para a aprendizagem. Em seu projeto pedagógico, este educandário destaca, com afinco, a área de ciência e tecnologia, conferindo qualidade ao seu ensino.

Nesses 30 anos, faz-se visível a transformação a que a escola submeteu-se, no aspecto científico e tecnológico. O estudo científico, no colégio Dom Bosco, não se resume à prática livresca ou ao treinamento do aluno prevendo um concurso vestibular. O que se busca, de fato, é a consolidação de uma cultura de cientificidade baseada na convicção de que ciência e tecnologia são fundamentais para o crescimento humano, para a nação alcançar seu desenvolvimento auto-sustentável, autonomia e soberania.
O trabalho vem sendo realizado, há alguns anos, compreendendo o conjunto de disciplinas ditas científicas, extrapola os limites da sala de aula, abandonando a exposição simples nos moldes tradicionais. O Colégio Dom Bosco evoluiu com um alunado que aprende ciências pelo caminho da pesquisa, parte intrínseca do processo educativo. Objetiva-se, com essa ênfase, a prática de uma educação emancipatória, destinada a formar sujeitos participativos, preparados, críticos e criativos. A escola se sente na obrigação de formar jovens com a necessária qualificação para os desafios impostos por uma nova sociedade.
Como demonstração e firmeza de propósitos de uma escola que leva o ensino a sério, o Colégio Dom Bosco preocupou-se com a instalação de laboratórios dotados de infra-estrutura para promover as práticas necessárias que apóiam o trabalho da sala de aula. Esses espaços, devidamente equipados, estimulam e aprimoram a aprendizagem, possibilitando ao aluno o conhecimento e a prática das diversas técnicas que evidenciam os fenômenos científicos. Trata-se de espaços privilegiados onde o aluno sempre aprende porque faz, desde as séries iniciais, sob a orientação de professores capacitados para essas experiências.
A partir do início dos anos 90, a escola, mais do que nunca, engaja-se no compromisso de formar sujeitos capazes de, incessantemente, confrontar-se com a realidade e intervirem como agentes inovadores. Para contribuir com formação do aluno pensante, inteligente e criativo, o Colégio Dom Bosco renovou-se, integrando-se aos avanços tecnológicos, colocando a informática como mais um canal no processo ensino-aprendizagem.
A introdução da informática no projeto pedagógico do Colégio Dom Bosco é ampla. Não se trata de economia teórica, metodológica, instrumental. Trata-se, sim, sobretudo, do desenvolvimento de uma nova mentalidade, de um processo de descobertas criativas, da instauração do aqui-sempre-lá. Da pré-escola ao Ensino Médio, em todas as disciplinas, do puramente técnico ao simplesmente lúdico, a aquisição de laboratórios de informática confirma a posição do Colégio Dom Bosco, de escola equipada para a preparação das novas gerações. Seguindo o exemplo das grandes escolas brasileiras, o Colégio Dom Bosco, introduziu, desde o início de 1995, a informática em seus quadros curriculares È essa a realidade que o Colégio Dom Bosco continua a construir, na certeza de que a produção do saber, nestes 84 anos, exige ação, informação e, sobretudo, muita qualidade.

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